Às vezes eu falo do porquê do título desse blog. No começo, era porque eu fazia teatro e gostava de brincar com o ícone dessa arte. Ah, e tinha o outro motivo, e este permanece até hoje.
Se você parar um minuto, vai descobrir. Mas é o seguinte: as comédias e as tragédias não são a essência de nossa vida, mas digamos, são seus ápices opostos. A comédia é o ápice da felicidade, o rir desenfreado, o não se preocupar com nada além do que se vê. A tragédia, o ápice da loucura de nossas desgraças, aparece sem avisar e nos joga para baixo como uma batida de caminhão.
Sobrevivemos às comédias e, principalmente, sobrevivemos às tragédias. É isso que nos faz humanos, sempre aprendendo, sempre crescendo e toda aquela ladainha que a gente lê nos livros de auto-ajuda e nos powerpoints que nossos parentes nos enviam.
Mas é um saco. É um saco quando a gente vê que a tragédia está próxima. Se você for vidente já está acostumado, mas se não... é um saco. O pior é quando ela pode ser evitada, mas você não pode fazer nada a não ser esperar que aconteça. Momentos de bravura, como os do Mel Gibson ou do Bruce Willis, quando se jogam na frente da bala ou detonam o dispositivo explosivo em um asteróide... quem realmente se arrisca dessa forma? À estas pessoas construimos estátuas e nomeamos ruas, mas daí morremos todos e ninguém se lembra de quem foram nossos heróis, além dos pombos ou do Google.
Eu não sei por que comecei este post. Mas valeu pela reflexão.
Mostrando postagens com marcador quebra-cabeça. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador quebra-cabeça. Mostrar todas as postagens
29.10.09
15.10.09
equívoco linguístico.
se a metonímia está certa,
se a parte pelo todo e o todo pela parte,
ela provavelmente esqueceu da parte que sem parte não é todo,
do todo que sem parte não é nada,
da parte que espera a parte que falta para ser todo,
do todo que é pálido sem a parte.
se a parte pelo todo e o todo pela parte,
ela provavelmente esqueceu da parte que sem parte não é todo,
do todo que sem parte não é nada,
da parte que espera a parte que falta para ser todo,
do todo que é pálido sem a parte.
Marcadores:
infinito particular,
quebra-cabeça
12.10.09
Se me dessem um papel e uma caneta e me pedissem para escrever o sentimento que define o agora, eu o deixaria em branco. Não há o que defina, não há o que se compare.
Não é necessariamente bom ou ruim. Não é excitante ou desestimulante.
É mais um estar suspenso, como uma bolha de sabão.
É como estar a vinte dias do Natal e não saber se o Papai Noel recebeu a cartinha. Melhor, é estar a vinte dias do Natal e não saber o que pedir. Não saber se você foi ou não uma boa menina, ou apenas escrever para o velho: "olha, veja aí nos seus registros, não sei se fui uma boa menina este ano, prefiro que o senhor mesmo resolva isso e traga o que for conveniente".
Mas também não é isso, não quero infligir meu destino nas mãos de outra pessoa, por mais tentadora que seja a sensação de irresponsabilidade.
Como disse, não sei. Qualquer pré-julgamento seria um equívoco. É um sentimento novo, sem precedentes e assustador na medida em que é inédito.
O que resta é o dia após dia. Quem sabe o não esperar seja o melhor caminho?
Não é necessariamente bom ou ruim. Não é excitante ou desestimulante.
É mais um estar suspenso, como uma bolha de sabão.
É como estar a vinte dias do Natal e não saber se o Papai Noel recebeu a cartinha. Melhor, é estar a vinte dias do Natal e não saber o que pedir. Não saber se você foi ou não uma boa menina, ou apenas escrever para o velho: "olha, veja aí nos seus registros, não sei se fui uma boa menina este ano, prefiro que o senhor mesmo resolva isso e traga o que for conveniente".
Mas também não é isso, não quero infligir meu destino nas mãos de outra pessoa, por mais tentadora que seja a sensação de irresponsabilidade.
Como disse, não sei. Qualquer pré-julgamento seria um equívoco. É um sentimento novo, sem precedentes e assustador na medida em que é inédito.
O que resta é o dia após dia. Quem sabe o não esperar seja o melhor caminho?
Marcadores:
infinito particular,
quebra-cabeça
8.10.09
hoje não é o melhor dia.
hoje não é o melhor dia para comprar uma casa.
hoje não é o melhor dia para tirar fotos.
hoje não é o melhor dia para declarar seu amor.
hoje não é o melhor dia para estreiar uma roupa.
hoje não é o melhor dia para contar piadas.
hoje não é o melhor dia para terminar um namoro.
hoje não é o melhor dia para ir ao cinema.
hoje não é o melhor dia para começar uma dieta.
hoje não é o melhor dia para cortar o cabelo.
hoje não é o melhor dia para andar na rua.
hoje não é o melhor dia para fazer planos.
hoje é o dia do nada.
as pessoas deveriam se trancar em suas casas.
ninguém deveria fazer esforço.
nem esforçar-se em nada.
o governo deveria impor o trancafiamento.
e quem desobedecesse deveria ser alvejado por balas.
para que todos aprendam de uma vez por todas:
hoje não é o melhor dia para nada.
(later addendum: mas hoje vale para ler http://1000awesomethings.com/, debaixo das cobertas)
hoje não é o melhor dia para tirar fotos.
hoje não é o melhor dia para declarar seu amor.
hoje não é o melhor dia para estreiar uma roupa.
hoje não é o melhor dia para contar piadas.
hoje não é o melhor dia para terminar um namoro.
hoje não é o melhor dia para ir ao cinema.
hoje não é o melhor dia para começar uma dieta.
hoje não é o melhor dia para cortar o cabelo.
hoje não é o melhor dia para andar na rua.
hoje não é o melhor dia para fazer planos.
hoje é o dia do nada.
as pessoas deveriam se trancar em suas casas.
ninguém deveria fazer esforço.
nem esforçar-se em nada.
o governo deveria impor o trancafiamento.
e quem desobedecesse deveria ser alvejado por balas.
para que todos aprendam de uma vez por todas:
hoje não é o melhor dia para nada.
(later addendum: mas hoje vale para ler http://1000awesomethings.com/, debaixo das cobertas)
Marcadores:
quebra-cabeça
3.9.09
jogados.
Desde quando sabe?
Bicicleta molhada e pato de borracha combinam bem com conhaque e abacaxi.
Comida indiana você encontra na padaria.
Cabelo jogado de lado.
Saia de casa menina, saia, vá ver o sol.
Quer saber quantos anos eu tenho? Olhe para minhas rugas. Quantos você me dá?
Nunca subestime uma tartaruga.
Pedrinha amarela de aquário. Pedrinha azul, pedrinha roxa, pedrinha suja e sem cor.
Deixa isso aí! Vem pra cá logo.
Vai perder a sessão.
Mas moço, eu não tenho pé.
Então volte para casa de butantã-usp.
Bicicleta molhada e pato de borracha combinam bem com conhaque e abacaxi.
Comida indiana você encontra na padaria.
Cabelo jogado de lado.
Saia de casa menina, saia, vá ver o sol.
Quer saber quantos anos eu tenho? Olhe para minhas rugas. Quantos você me dá?
Nunca subestime uma tartaruga.
Pedrinha amarela de aquário. Pedrinha azul, pedrinha roxa, pedrinha suja e sem cor.
Deixa isso aí! Vem pra cá logo.
Vai perder a sessão.
Mas moço, eu não tenho pé.
Então volte para casa de butantã-usp.
Marcadores:
contos fantásticos,
quebra-cabeça
17.7.09
reflexão sobre a modernidade.
Eu tenho um diário. Sim, de papel e tudo. Mas não é aquele de adolescência, com "querido diário". É apenas uma outra válvula de escape com, digamos, mais liberdade do que aqui. E eu quase não escrevo nele, mas ontem meu laptop deu uma daquelas "morridas" e, depois de umas duas horas tentando reavivá-lo em vão, desisti e fui para meu quarto. Um fluxo de pensamentos no meu journal e vejo tudo com mais clareza.
Quando eu tinha uns doze anos, eu "amava" um menino da minha sala. Bom, ele não sabia, mas enfim. Durante as férias, que duravam mais ou menos três meses, eu simplesmente ficava sem saber o paradeiro dele. E tudo bem, eu ficava triste mas não desesperada e tratava de curtir as minhas próprias férias.
Agora pense na mesma situação nos dias de hoje. Pense comigo. Três meses? Férias? Ei, Orkut tá aí pra isso, assim como Facebook, Twitter, blogs... É quase impossível não saber o paradeiro de alguém. O ser "online" nunca está desatualizado, nunca está desaparecido.
Eu pensei em tudo isso porque quase tive uma síncope quando meu laptop me impediu de estar na internet. Por mais que não tivesse nada de novo lá, eu precisava ficar online, porque sabe, quem sabe não acontece alguma coisa?
Antigamente, acredito que as pessoas tinham um ritmo de vida mais sólido. Digo sólido como algo que está determinado, onde pensamentos e ações têm lugar definido e espaço suficiente para acontecerem. Hoje, parece que vivemos com dez janelas do firefox abertas o tempo todo. Somos multitarefas e "nulitarefa" porque fazemos muito e não fazemos nada. Com tanta informação pulando em nossos olhos, não nos concentramos em nenhuma.
Agora, voltando às relações humanas. Vamos pensar num casal de namorados. Em 1750, um casal de namorados, quando não estavam juntos, podiam se comunicar através de cartas. Uma carta leva tempo para ser escrita e mais um tempo para ser enviada, recebida e respondida. Todo mundo sabia disso. Então, uma namorada não iria ficar grudada o dia todo na caixa de correio esperando pela carta de seu amado. Ela sabia que cedo ou tarde a carta iria chegar e ela seria avisada de alguma forma.
Em 1970, um casal de namorados podia além da carta, usar o telefone para se comunicar. O telefone fixo precisa de alguns pré-requisitos para conectar duas pessoas. Ele não está em todos os lugares, portanto era preciso ou estar em casa ou em algum local fechado (tirando os orelhões). As duas pessoas envolvidas, por sua vez, precisam estar em locais próprios para conversarem. Todo mundo sabia disso. E, sendo assim, um casal levava uma vida normal até o horário estipulado por ambos para se falarem ao telefone. Não adiantava ligar fora de hora, é possível que a outra pessoa não estivesse, o que era completamente compreensível.
Já em 2009, não há desculpas para se esconder. Um casal de namorados fica se ligando via celular a toda hora. "Onde você está?" "Quem está com você?" "Por que você deixou o celular desligado?". MSN, Gtalk e Skype servem para monitorar a vida online. E Orkut, Flickr, Facebook, Myspace, Twitter, Blip e afins são como indicadores de com quem você anda, "quem é aquela vadia que tá falando com ele" e qual o pé do relacionamento, através do famigerado estado civil. Muitos casais se formam através da internet, mas acredito que mais deles ainda se desmancham graças à desconfiança e bisbilhotagem dos meios eletrônicos do parceiro. Estes são, por fim, uma nova, aprimorada e potencializada mancha de batom no colarinho.
A internet criou uma necessidade. Antes, nós não tínhamos nem ideia do que era ficar na frente de uma caixa com tela brilhante que nos diz tudo sobre tudo e que nos dá praticamente o poder da telepatia, da premonição e da clarividência. Hoje, tente tirar esta caixa da frente de alguém. Gritamos como macacos, ou como bebês privados de suas mamadeiras. Quando nos desconectamos da rede, não nos desconectamos totalmente. É como se todas as linhas invisíveis das operadoras de celulares, das conexões wifi e dos satélites passassem por dentro de nossas cabeças, deixando-nos sempre alertas.
Em um tempo que Google é Deus, somos filhos dos bytes e das conexões wireless.
E não somos melhores.
Marcadores:
quebra-cabeça
13.7.09
piration time.
uma das indagações mais antigas do homem: carpe diem ou all work and no play?
enquanto eu tentava cortar um pedaço de frango congelado, obviamente com a faca errada e da maneira errada, um túnel espaço-temporal abriu-se na minha mente e eu comecei a pensar: estou congelando meus dedos neste frango só porque eu quero economizar cem reais no fim do mês com o almoço incrivelmente barato para os moldes paulistanos porque eu acho que fazendo isso eu conseguirei juntar mais dinheiro para viajar daqui dois anos. mas, por que estou fazendo isso se nem sei o que me acontecerá amanhã e me privo estupidamente dos prazeres da vida agora em vista de um futuro incerto?
sim, não há resposta. é tudo um jogo de apostas.
e, como em toda aposta, a sorte pode ser favorável. afinal, qual é a diferença entre um ex-gari que virou milionário porque investiu no ramo das batatas roxas no final do séc 19 e um gari que morreu sendo gari? inteligência, jogo de cintura, sorte?
olhe a sua volta. quantos caminhos a serem percorridos! quantos entroncamentos, desvios, buracos e retornos. acredito que nós nunca saberemos se o caminho que resolvemos tomar foi o melhor, o mais apropriado, o menos arriscado.
se eu pudesse dizer alguma frase de efeito para acabar este texto e que fizesse sentido, eu diria que o importante é perceber que todo volante é feito para girar as rodas, e que quase toda estrada é contornável.
hum, valeu?
addendum (14.07.09): acabei de ler isso em American Gods, do Neil Gaiman, e acho que tem a ver.
"'What path should I take?' he asked. 'Which one is safe?'
'Take one, and you cannot take the other,' she said. 'But neither path is safe. Which way would you walk - the way of hard truths or the way of fine lies?'"
enquanto eu tentava cortar um pedaço de frango congelado, obviamente com a faca errada e da maneira errada, um túnel espaço-temporal abriu-se na minha mente e eu comecei a pensar: estou congelando meus dedos neste frango só porque eu quero economizar cem reais no fim do mês com o almoço incrivelmente barato para os moldes paulistanos porque eu acho que fazendo isso eu conseguirei juntar mais dinheiro para viajar daqui dois anos. mas, por que estou fazendo isso se nem sei o que me acontecerá amanhã e me privo estupidamente dos prazeres da vida agora em vista de um futuro incerto?
sim, não há resposta. é tudo um jogo de apostas.
e, como em toda aposta, a sorte pode ser favorável. afinal, qual é a diferença entre um ex-gari que virou milionário porque investiu no ramo das batatas roxas no final do séc 19 e um gari que morreu sendo gari? inteligência, jogo de cintura, sorte?
olhe a sua volta. quantos caminhos a serem percorridos! quantos entroncamentos, desvios, buracos e retornos. acredito que nós nunca saberemos se o caminho que resolvemos tomar foi o melhor, o mais apropriado, o menos arriscado.
se eu pudesse dizer alguma frase de efeito para acabar este texto e que fizesse sentido, eu diria que o importante é perceber que todo volante é feito para girar as rodas, e que quase toda estrada é contornável.
hum, valeu?
addendum (14.07.09): acabei de ler isso em American Gods, do Neil Gaiman, e acho que tem a ver.
"'What path should I take?' he asked. 'Which one is safe?'
'Take one, and you cannot take the other,' she said. 'But neither path is safe. Which way would you walk - the way of hard truths or the way of fine lies?'"
Marcadores:
infinito particular,
quebra-cabeça
27.6.09
interpretações.
me empresta a caneta?
como se sente hoje?
você está muito bonito(a).
sonhei com uma bola azul.
eu gosto muito de você.
sente ao meu lado.
beatles é legal.
eu não tenho planos com você.
dizem que chinelo virado dá azar.
qual seu homem ideal?
coca-cola ou guaraná?
adoro harry potter.
eu tive um cachorro chamado billy.
oi, desculpa, não te ouvi direito, pode repetir?
como se sente hoje?
você está muito bonito(a).
sonhei com uma bola azul.
eu gosto muito de você.
sente ao meu lado.
beatles é legal.
eu não tenho planos com você.
dizem que chinelo virado dá azar.
qual seu homem ideal?
coca-cola ou guaraná?
adoro harry potter.
eu tive um cachorro chamado billy.
oi, desculpa, não te ouvi direito, pode repetir?
Marcadores:
infinito particular,
quebra-cabeça
25.6.09
clique.
Há momentos da minha vida que são cruciais. Eles são momentos iluminadores, em que minha mente entra num transe bizarro e parece que vejo tudo com mais clareza, como se eu fosse um Sylar e o mundo um relógio.
Hoje eu tive um desses momentos.
Eu quero ser uma pessoa melhor. Eu não acho que tenho sido boa. Na verdade, eu tenho sido exagerada em todos os sentidos. Falo demais, reclamo demais, sofro demais, erro demais, perco demais. Não é todo mundo que percebe, e muitos vão dizer que estou enganada, mas eu sei. Eu sei que atravessei a linha tênue entre diversão e degradação.
De fato, estou longe de ser uma pessoa centrada e sábia. É opinião geral que sou louca, no sentido engraçadinho da palavra, mas tudo que é engraçadinho perde a graça uma hora. Todo carnaval tem seu fim, e o meu já é quarta de cinzas.
Até meu cabelo doido dos últimos meses está começando a querer ficar mais liso, mais baixo. Aliás, ele se tocou antes de mim o quanto ser hype é passado.
Marcadores:
infinito particular,
quebra-cabeça
17.6.09
o jogo.
Você quer entrar no jogo. Eu sei como jogar.
Não há muitas peças.
Se avançar com rapidez, posso me precipitar.
Por isso prefiro recuar um pouco e ficar na defensiva.
Não expor muito minhas cartas, assim evito te presentear com minhas fichas.
O jogo não é simples. Ninguém disse que era simples.
Mas eu estou disposta a jogar.
Há tempo.
Marcadores:
infinito particular,
quebra-cabeça
31.5.09
isn't it great?
O que não muda. Eu não mudo.
Eu sou sempre o centro.
Sou o centro de toda e qualquer alienação.
A protagonista do meu filme.
Não há continuação.
Você pode assistir só uma vez.
Mas em vários tempos.
Eu não restrinjo espectadores.
Venha ver a maravilha que é minha vida.
Sente, pegue uma pipoca e seu óculos 3D.
Você vai se divertir.
Você pode até interagir.
Ao final da sessão, garanto que levará uma lição para casa.
É assim que funciona.
Você assiste meu filme e aprende muito.
Depois conta para os amiguinhos o que viu.
E todos concordam que com certeza é uma grande explicação.
E sua vida continua.
E a minha também.
Você aplicando o que aprendeu comigo.
E eu em alguma prateleira empoeirada, ao lado de Titanic e Scarface.
Eu sou sempre o centro.
Sou o centro de toda e qualquer alienação.
A protagonista do meu filme.
Não há continuação.
Você pode assistir só uma vez.
Mas em vários tempos.
Eu não restrinjo espectadores.
Venha ver a maravilha que é minha vida.
Sente, pegue uma pipoca e seu óculos 3D.
Você vai se divertir.
Você pode até interagir.
Ao final da sessão, garanto que levará uma lição para casa.
É assim que funciona.
Você assiste meu filme e aprende muito.
Depois conta para os amiguinhos o que viu.
E todos concordam que com certeza é uma grande explicação.
E sua vida continua.
E a minha também.
Você aplicando o que aprendeu comigo.
E eu em alguma prateleira empoeirada, ao lado de Titanic e Scarface.
Marcadores:
infinito particular,
quebra-cabeça
5.2.09
O pecado mora ao lado.
A tentação também.
E isso pode não significar absolutamente nada.
Às vezes, as oportunidades fingem aparecer na nossa frente.
Mas todos dizem: Vá, não deixe ela passar!
E se as coisas apenas parecerem favoráveis?
E se na verdade elas estão ali porque é o lugar que deveriam estar e ponto'?
Nessas horas, as aulas do cursinho ressucitam na voz de Alberto Caeiro:
"o único significado oculto das coisas é elas não terem significado oculto nenhum"
Por mais que eu queira ser a reencarnação de um Sherlock Holmes, nem sempre a resposta é elementar. Nem sempre o acaso é destino.
Às vezes, o acaso é apenas o acaso.
A tentação também.
E isso pode não significar absolutamente nada.
Às vezes, as oportunidades fingem aparecer na nossa frente.
Mas todos dizem: Vá, não deixe ela passar!
E se as coisas apenas parecerem favoráveis?
E se na verdade elas estão ali porque é o lugar que deveriam estar e ponto'?
Nessas horas, as aulas do cursinho ressucitam na voz de Alberto Caeiro:
"o único significado oculto das coisas é elas não terem significado oculto nenhum"
Por mais que eu queira ser a reencarnação de um Sherlock Holmes, nem sempre a resposta é elementar. Nem sempre o acaso é destino.
Às vezes, o acaso é apenas o acaso.
Marcadores:
quebra-cabeça
19.1.09
stuck.
é desgraça demais não ter rumo.
principalmente quando o que se quer é ir em frente.
com os pneus furados.
sem gasolina.
com o motor emperrado.
quase se esquece de quem se é.
quase se esquece de quem quer ser.
aceita qualquer carona por mais que seja de um caminhoneiro sujo.
nunca perde a fé.
parece que precisa continuar a ter fé senão pararia de viver.
olhar em volta e ver que todos caminham.
ver que o mundo segue seu curso e que você está paralisada.
não há graça em ficar para trás.
não há graça alguma ser deixada para trás.
principalmente quando o que se quer é ir em frente.
com os pneus furados.
sem gasolina.
com o motor emperrado.
quase se esquece de quem se é.
quase se esquece de quem quer ser.
aceita qualquer carona por mais que seja de um caminhoneiro sujo.
nunca perde a fé.
parece que precisa continuar a ter fé senão pararia de viver.
olhar em volta e ver que todos caminham.
ver que o mundo segue seu curso e que você está paralisada.
não há graça em ficar para trás.
não há graça alguma ser deixada para trás.
Marcadores:
quebra-cabeça
Assinar:
Postagens (Atom)